quarta-feira, 29 de junho de 2016

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo!

Primeiro jogo da minha vida foi ver este time do Internacional em 1979
Alô, amigos!
Na semana passada publiquei uma introdução sobre a história da minha vida no futebol e no jornalismo esportivo. A partir de agora, estarei postando aqui no blog os principais jogos que marcaram minha infância, adolescência e na fase adulta, já como jornalista. E inicio pela primeira partida que assisti ao vivo em um estádio de futebol!

NOVO HAMBURGO X INTERNACIONAL - PARTE I   (1978-1982)

JUNHO DE 1979

Parece que foi ontem, quando pela primeira vez liguei a televisão e vi uma partida de futebol. Às vezes, confesso que tenho até saudades daquele tempo. Tempo em que dificilmente você assistia a um jogo de futebol pela TV. Era raro, mas era melhor assim. Era romântico! Ah, que saudade! Hoje em dia, é só ligar e está ali, qualquer time, qualquer perna de pau correndo atrás de uma bola, e valendo milhões de dólares. Como é bom assistir, aos domingos, o Gol o Grande Momento na Band. Muitos gols, muitos craques. Pelé, Garrincha, Zico, Falcão, Roberto Dinamite, Reinaldo, Sócrates, Renato Gaúcho, Maradona, Tostão e Rivelino. Os mais recentes, Romário, Ronaldo, Edmundo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, entre tantos outros. O coração da gente bate mais forte quando vê estes monstros do futebol fazendo gols. Dá vontade chorar, de tanta saudade e ao mesmo tempo alegria! 

Meu primeiro jogo foi no saudoso Estádio Santa Rosa
A minha primeira partida de futebol, se é que me lembro, foi em 20 de junho de 1979. O primeiro jogo de futebol, e eu falo de futebol profissional, a gente nunca esquece. Lá estava eu, no Estádio Santa Rosa, em Novo Hamburgo, minha cidade natal. Sentado nas arquibancadas molhadas do saudoso e inesquecível Santa Rosa, atrás de um dos gols, assistindo Internacional e Novo Hamburgo, jogo pelo Campeonato Gaúcho. 

Aquele time sensacional do Colorado, com Falcão, Jair, Batista, Valdomiro e companhia. O Inter venceu por 4 a 0. Nunca mais esqueci! Acordei cedo neste dia. Estava um tanto quanto ansioso. Até parecia o primeiro encontro com uma garota! Tudo se passava, como um filme dramático e cheio de expectativas, como um daqueles que prende você na poltrona do cinema ou no sofá de casa. A gente só pensa no jogo, nos gols, nas jogadas, enfim, em tudo. Depois do almoço finalmente o meu cunhado, o Caio, passou lá em casa e me levou para o estádio. 

Naquele dia, sem dúvida foi um dos mais alegres de toda a minha vida. Ali, nasceu a paixão pelo futebol. Mais tarde quando comecei a entender um pouco sobre a magia chamada futebol, compreendi o quanto o meu cunhado foi importante na minha vida, ao me levar naquele jogo. A partir deste dia, tudo mudou. Meus pais até achavam que eu estava ficando viciado em futebol, pois quase não pensava em estudar, já que vivia com uma bola (a primeira foi uma de plástico) em baixo dos braços. No colégio, no intervalo de uma aula para outra, nós jogávamos com um abacate, isso mesmo com um abacate, o que não se faz na falta de uma bola! Era um campo de futebol improvisado na garagem da escola. Acabou a brincadeira quando quebramos o vidro da janela da sala dos professores, e fomos parar na frente da diretora, numa tarde chuvosa e fria de junho. 

Eu sonhava em ser como Falcão
Durante as manhãs de folga e sem tema de casa para fazer, eu ficava chutando a bola contra a parede do vizinho, e sonhando em ser jogador de futebol. Foi a minha mãe, a dona Dolíria (que saudade), que meu deu a primeira camiseta de um clube. Era a de número 5 do Inter, que na época era vestida pelo grande Paulo Roberto Falcão. Afinal de contas, ela é colorada e queria ver o seu filho torcendo pelo Internacional. Eu queria ser como o Falcão. Eu queria disputar uma Copa do Mundo, ser campeão, ser carregado pelos torcedores, ter o nome gritado no Maracanã lotado. 

E por isso resolvi pedir para o meu pai, o velho João Pires, um grande gremista, me matricular na escolinha de futebol no time da minha cidade. O Esporte Clube Novo Hamburgo, na época, um time que até estava bem no Gauchão, mas não era o mesmo que Grêmio e Inter. Mas enfim, vamos lá! 


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