quarta-feira, 6 de julho de 2016

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo!

Brasil e Suécia em campo pela Copa do Mundo de 1978, a minha primeira Copa
Alô, amigos!
Na semana passada publiquei a primeira história que tive com o futebol, quando assisti pela primeira vez um jogo ao vivo num estádio de futebol.  CLIQUE AQUI E LEIA OS CAPÍTULOS ANTERIORES. 

BRASIL X SUÉCIA - PARTE I (1978-1982)

JUNHO DE 1978
         
Jogavam Brasil e Suécia na Argentina, pela Copa do Mundo, quando a minha casa, localizada no bairro Jardim Mauá, em Novo Hamburgo, incendiou. Eu tinha seis anos, e via minha mãe com a perna pegando fogo, e a seleção com Rivelino, Zico e Reinaldo, empatando com os suecos. Por sorte, os Bombeiros chegaram a tempo e conseguiram controlar o fogo. Depois da minha mãe e minha irmã serem medicadas, voltamos para casa. Eu fiquei arrasado. A todo o momento lembrava do fogo na perna da mãe, e lembrava do jogo do Brasil na Copa. Não conseguia distinguir o que realmente estava acontecendo, só saberia anos mais tarde que o fogo havia sido causado por descuido de alguém, e que o incêndio foi de poucas proporções, Graças a Deus! 

Empate neste jogo que marcou a minha vida
E o Brasil? Pois, a nossa seleção empatou aquele jogo em 1 a 1 com a Suécia, no Estádio Mundial. Nessa Copa do Mundo, disputada na sempre rival Argentina, o nosso time acabou ficando para trás, perdendo a classificação à final exatamente para os hermanos numa falcatrua organizada pela seleção do Peru, que levou seis e nós empatamos com os anfitriões. Ficamos com o terceiro lugar e o prêmio de consolação como a campeã moral do torneio, o que sinceramente, não dá para levar a sério, vamos combinar. Pelo fato de ter apenas seis anos, lembro muito pouco do que ocorreu durante este ano, mas o que marca não dá para apagar da memória.

O rádio estava entrando na minha vida
Nessa época também, incentivado pelo meu pai, liguei o rádio para escutar futebol. Um negócio incrível! Aliás, meus amigos leitores, a partir desta história, o rádio iria me acompanhar para o resto da vida. Nunca imaginei que poderia ouvir um jogo de futebol num radinho de pilha. Quando comecei a compreender a função deste equipamento, isso foi três anos depois, descobri a minha outra paixão. Nos dias que seguiam, após as aulas da professora Marlene, na escola Marcos Moog, em tempos de frio, eu ficava criando ilusões, times e campeonatos, coisa de criança mesmo. Mas a minha infância não era somente voltada para o futebol, para a bola. Não, não era, definitivamente. Porém, o futebol tomou conta do meu coração. 

Quando ganhei a primeira bola e era uma de plástico, quase tive um infarto, pois acreditava que com ela seria um jogador de futebol, como tentei, de fato. De certa forma, a minha infância foi alegre, como deve ter sido de muitos garotos, que sonhavam em ser jogador de futebol. Eu acabei não sendo atleta, assim como os demais amigos, que tomaram um outro rumo na vida. Entretanto, todos se transformaram em torcedores, alguns gremistas, outros colorados e poucos torcedores do Esporte Clube Novo Hamburgo, como eu! 

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