quinta-feira, 14 de julho de 2016

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo!

João Carlos, Benitez, Mauro Pastor, Falcão, Mauro Galvão e Claudio Mineiro.
 Agachados: Valdomiro, Jair, Bira, Batista e Mário Sérgio. Time campeão brasileiro de 1979
Alô, amigos!
Na semana passada publiquei a história da minha primeira Copa do Mundo. CLIQUE AQUI E LEIA OS CAPÍTULOS ANTERIORES. 

INTERNACIONAL X VASCO - PARTE I (1978-1982)

DEZEMBRO DE 1979

A partir deste ano, a minha memória já assimilava os fatos com mais freqüência, não que no ano anterior eu fosse um retardado, mas as coisas eram mais naturais. Um ano depois da Copa do Mundo, um ano depois de assistir a primeira partida de futebol em um estádio, eu via, ou melhor, ouvia aquele timaço colorado conquistar o Campeonato Brasileiro, de forma invicta. 

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Eram jogadores extraordinários, tanto no Inter quanto no Vasco da Gama. Infelizmente não estive no Beira-Rio. Mas acompanhei pelo rádio. Com o meu cunhado torcendo e o meu pai secando, como todo bom gremista fez naquele dia. Quase véspera de Natal, o Internacional do Falcão deu um banho de bola no time do Roberto Dinamite. Sem dúvida foi um ano inesquecível para os colorados. 

O time colorado entrava em campo no Beira-Rio, com mais de 60 mil pessoas, e eu com os ouvidos grudados no rádio do meu pai. O narrador esportivo, na época, era Armindo Antônio Ranzolin, então na Rádio Guaíba, que anunciava aquela máquina: Benitez, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Jair e Falcão; Valdomiro, Bira e Mário Sérgio. Que time, que time! O técnico desta grandiosa equipe era Ênio Andrade, um dos maiores treinadores do futebol gaúcho e brasileiro.

Falcão levanta a taça de campeão
O Inter venceu aquele jogo decisivo pelo placar de 2 a 1, com gols de Jair, o príncipe, e dele, Falcão, que ano seguinte deixaria o Rio Grande do Sul, para ser o Rei de Roma. Depois do jogo, como normalmente eu fazia, peguei a minha bola, agora de couro número 5, e convidei meus amigos para jogar futebol, num campo de pouca grama e muita lama! E lá eu realizava o meu sonho, pelo menos por enquanto...

No ano seguinte, eu entraria na escolinha de futebol do Novo Hamburgo, queria ser ponta-direita. Meu pai, seu João, e meu cunhado, o Caio que me acompanhavam, sempre pensavam que eu seria um bom jogador. Com o decorrer do ano fui parar na lateral-direita. Estava bom, pois o que eu queria era estar jogando futebol em um clube, mesmo que não fosse a dupla Gre-Nal. E nas quartas-feiras à tarde, a professora nos levava para jogar no campo do Avenida, um time de várzea do bairro onde eu morava, o Jardim Mauá, em Novo Hamburgo. 

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Por algum tempo não consegui esquecer aquele time do Internacional de 1979. Uma equipe que marcou bastante a minha infância, e por pouco não fui colorado!


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