quinta-feira, 28 de julho de 2016

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo! A Seleção de 82!

Valdir Peres, Leandro, Oscar, Falcão, Luizinho e Junior; Sócrates, Cerezo, Serginho, Zico e Eder. Timaço!
Alô, amigos!
Na semana passada publiquei a história da conquista do título mundial do Flamengo de Zico em 1981. CLIQUE AQUI E LEIA OS CAPÍTULOS ANTERIORES. 

BRASIL X UNIÃO SOVIÉTICA - (PARTE I - 1978-1982)

JUNHO DE 1982

Um dia de muito frio e chuva no Rio Grande do Sul, um dia típico do rigoroso inverno gaúcho naqueles tempos. Chegava enfim, o momento mais esperado por mim, e por quase 90 milhões de pessoas em todo território nacional. Chegava, até que enfim, a estreia da nossa Seleção na Copa do Mundo da Espanha. Era simplesmente um time fantástico. 

Um esquadrão de craques do futebol mundial. Depois, segundo os comentaristas, daquele time tricampeão em 1970, a melhor Seleção Brasileira de todos os tempos. Lembram do time que entrou em campo no primeiro jogo desta Copa do Naranjito contra a então União Soviética? 

Eu colecionei este álbum em 1982
No Estádio Ramon Sanchez Pizjuan, em Sevilha, desfilavam Valdir Peres; Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Sócrates e Zico; Dirceu, Serginho e Éder. Meu Deus! Que timaço. Em dez anos de vida era a maior emoção que eu sentia. Os meus ídolos em campo. Nessa época, como todos os garotos, eu colecionava figurinhas de jogadores que estavam disputando a Copa. Quem é daquele tempo vai lembrar do que estou dizendo. As figurinhas vinham nos chicletes da ping-pong. 

Recreio da escola em 1982 era jogando ´bafo`
Na escola, a gurizada disputavam partidas de “bafo” para saber quem ficava com mais figuras. O jogo começou complicado, pois sempre uma estreia em Copa do Mundo é difícil. Uma tarde tensa e fria de segunda-feira e a União Soviética largou na frente ainda no primeiro tempo. Fiquei desesperado, até porque, jamais pensei que aquele time poderia perder um jogo. No intervalo da partida tomei um copo de nescau, chutei a bola de couro na parede da minha casa, imaginando o segundo tempo, que seria um sufoco. 

Zico, o meu ídolo, não estava bem, e isso me preocupava. Mas nós tínhamos outros grandes jogadores como Falcão, Sócrates, Éder e Júnior, e a qualquer momento poderíamos empatar e virar esta merda. Não demorou muito para que a nossa casa explodisse de alegria com o gol marcada pelo doutor. Saí correndo de um lado para o outro como se fosse o gol da vitória. 

Éder marcou o gol da vitória brasileira
O jogo, Graças a Deus estava pelo menos empatado. E parecia que terminaria assim. Mas em um chutaço de fora da área, quase do meio-campo, Éder acertou o ângulo do goleiro Dasaev, (para mim o melhor goleiro de todos os tempos). E logo o juiz apitou o final da partida. Eu estava emocionado, chorei como se fosse uma criança, e de fato ainda o era. A cada gol do Brasil nessa Copa, um sorriso diferente, entendeu! 

Quando na TV aparecia a assinatura do jogador brasileiro que marcava o gol e narrador dizia “asssiiiiina que o gool é teu”, eu quase chorava. E por falar nisso, onde anda esta assinatura? Contra os soviéticos foi a primeira partida e muita emoção. Tristeza mesmo, ainda estava por vir. 

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