quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A vida, o futebol e o jornalismo esportivo!

Pinga, Gilmar Rinaldi, Mauro Galvão, Ademir, Ronaldo e André Luis;
 Agachados: Milton Cruz, Dunga, Kita, Gilmar  e Silvinho.
Alô, amigos!
Na semana passada publiquei a história da conquista do Mundo por parte do Grêmio, numa vitória incrível sobre o Hamburgo. Hoje quero destacar a primeira prata em Jogos Olímpicos. CLIQUE AQUI E LEIA OS CAPÍTULOS ANTERIORES. 

BRASIL X FRANÇA  - PARTE II (1983-1987) 

AGOSTO DE 1984

Simplesmente, uma festa na minha casa. No Brasil era aproximadamente onze horas da noite quando começou o jogo. Esta partida estava valendo uma medalha Olímpica, e de ouro. Em frente a tevê, eu acompanhava a cada passe, a cada drible, a cada jogada e também a cada erro do nosso time. Mas, na minha casa, ainda assim era uma festa. Aliás, essa Seleção Brasileira que estava disputando a Olimpíada de Los Angeles nos enchia de orgulho. 

E orgulhava ainda mais os colorados, que representava o Brasil neste torneio. O Brasil ou o Inter, pela primeira vez na história poderia trazer uma medalha Olímpica e logo de cara uma de ouro. Não era pouca coisa não! O nosso time era forte, mas não o suficiente para vencer aquela Seleção Francesa de tantos bons jogadores. Jamais pensei que nessa noite mais uma vez sofreria por causa do futebol. 

A França pela primeira vez entraria no caminho do Brasil e seria vitoriosa
Até então eu conhecia dois uniformes do Brasil. A tradicional camisa amarela e também a azul. Durante os Jogos Olímpicos, a equipe brasileira atuou com um fardamento nada convencional e, para ser sincero bem esquisito. Mas era o Brasil em campo. E eu estava feliz. Depois fiquei triste e mais uma vez chorei por uma derrota. Os colorados também choraram. A França ganhou o jogo por 2 a 0. Ficou com a medalha de ouro e nós com a de prata e o vice campeonato. Tem coisa pior ou sensação mais desgraçada de ser colocado em segundo plano? 

Joaquim Cruz, no atletismo, salvou a honra do Brasil em Los Angeles
O nosso vôlei também fracassou. O basquete uma decepção. Joaquim Cruz no atletismo foi quem salvou a pátria, trazendo ouro. No outro dia me restou ir para o campinho jogar futebol com os amigos, sonhando sempre com um planeta chamado bola. E com quase doze anos eu já sentira a dor de duas derrotas, na Espanha e em Los Angeles. 

Mesmo com a prata, esta seleção revelou grandes jogadores que anos mais tarde dariam muitas alegrias para os brasileiros, gremistas e colorados. O goleiro Gilmar, foi campeão no Inter e no São Paulo e ainda tetra em 1994. Mauro Galvão, dispensa comentários, só não foi campeão do Mundo. Dunga foi o capitão do tetra nos Estados Unidos. Se eu soubesse disso, não teria ficado triste nesse dia de agosto!

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