quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo! O mundo é azul!

Paulo Roberto, Mazaropi, Baideck, China, Paulo Cezar Magalhães e De Léon;
Agachados: Banha, Renato, Osvaldo, Tarciso, Paulo César Caju e Mário Sérgio.
Alô, amigos!
Na semana passada publiquei a história da conquista da América por parte do Grêmio, numa vitória incrível contra o Peñarol. CLIQUE AQUI E LEIA OS CAPÍTULOS ANTERIORES. 

GRÊMIO X HAMBURGO  - PARTE II (1983-1987) 

DEZEMBRO DE 1983

Ainda hoje, lembro deste dia como se fosse agora. Não via a hora de chegar o momento do jogo, que foi disputado durante a madrugada, aqui no Brasil. Assim deviam estar todo gremista e todo colorado, e todos os torcedores gaúchos. Há uma semana que não ia à aula, pois estava com um forte sarampo. Uma coisa horrível, uma coceira que deixava qualquer um louco. Eu estava quase! Eu estava inquieto, além desta doença, o jogo do Grêmio com aquele time alemão que fazia lembrar a cidade onde morava, Hamburgo, estava me causando uma certa dor de cabeça. Eu tinha 11 anos de idade! 

Para este confronto com os alemães, a direção do Grêmio resolveu investir alto e trouxe jogadores consagrados e campeões por onde passaram. Mário Sérgio e Paulo César Caju foram contratados por apenas um jogo, exatamente para o Mundial. E a qualidade dos dois era indiscutível. No outro lado, o Hamburgo, apesar de desconhecido para nós, também tinha jogadores importantes, como o meia Magath. Nesta época eu tinha uma mania de colecionar jornais: Jornal NH, Zero Hora e Correio do Povo, mas só as páginas de esportes. Talvez daí surgiu a minha paixão pelo jornalismo esportivo. 

Renato estava iluminado na decisão do título mundial
Começa o jogo. O time estava bem e Renato Portaluppi inspirado como nunca. A camisa 7 do genial estava iluminada naquele dia. Ele fez de tudo neste jogo, inclusive os gols da vitória. Como apagar ou como esquecer da memória os lances que deram o título para o Grêmio. 

Renato recebeu a bola pelo lado direito, foi em direção área alemã e entortou o seu marcador que ficou deitado no gramado. O maluco olhou e chutou entre o goleiro e a trave esquerda, fazendo um belo e inesquecível gol. Os alemães eram perigosos, e empataram quase no final do segundo tempo. Foi um balde de água fria na cabeça do time e da torcida.

Mas, o Grêmio tinha Renato. No início da prorrogação, ele recebeu uma bola da esquerda, dominou, deu um corte no zagueiro alemão e fuzilou para as redes. Uma cena que está na lembrança até hoje, Renato sai correndo em direção ao banco de reservas sorrindo e com o dedo indicador da mão direita erguido, como querendo dizer: “mais um, mais um”. 

Capa do jornal Zero Hora após a decisão
No outro dia, um domingo, minha mãe me levou ao médico, por causa do sarampo, passei numa banca de jornal e comprei um Zero Hora para ler e ver as fotos dos campeões do Mundo. E nele estava encartado um pôster do time campeão com Mazarópi, Paulo Roberto, Baidek, De León e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo e Mário Sérgio; Renato, Tarciso e Paulo César Cajú. 

Grêmio – Campeão do Mundo- Nada pode ser maior. Graças ao Renato Portaluppi! 

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