sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A vida, o futebol e o jornalismo esportivo!

Timaço do São Paulo, campeão Brasileiro de 1986. Pôster publicado na revista Placar
Alô, amigos!

GUARANI X SÃO PAULO  - PARTE II (1983-1987) 

FEVEREIRO DE 1987

Para variar o Campeonato Brasileiro foi uma esculhambação. Começou num ano e terminou em outro. A dupla Gre-Nal foi uma decepção, apesar de contar com jogadores de um nível técnico de boa qualidade em suas equipes. Nessa época, eu ainda tentava a sorte no futebol como jogador. Sempre como lateral-direto. Por vezes, até cheguei a me aventurar pela ponta-direita, mas não deu certo. Nos jogos do Campeonato Gaúcho, eu ficava atrás do gol do Estádio Santa Rosa, como gandula. Pra mim, era o máximo. 

Após a geração Zico, uma geração sem vitórias, comecei a procura por novos ídolos. Tinha é verdade, Renato Portaluppi, que ainda jogava muito futebol, apesar de ter sido preterido por Telê Santana um ano antes. Mas o Brasil precisava de um craque. E este estava no São Paulo. Se chamava Careca. Ou Antônio, mais tarde no time do Nápoli. Aliás, seu grande amigo Maradona o considerou o melhor centroavante do mundo, na época. 

A equipe do tricolor paulista contava com uma verdadeira seleção. Dava o luxo de deixar o zagueiro Oscar no banco de reservas. Com Dario Pereyra na zaga, Silas e Pita no meio-campo e Müller e Careca no ataque, o time são-paulino se tornou quase invencível no final da década de 80. Se hoje eu torço para o São Paulo é por que este time de 1986/87 me contagiou como uma doença boa. 

A decisão do Brasileirão foi um belíssimo jogo. Pena que acabou nos pênaltis. Graças a Careca, que empatou quase no final da partida. O time do Guarani também não era bobo. O zagueiro era Ricardo Rocha, com Tosin, Marco Antônio Boiadeiro e Tite (que mais tarde se tornaria um grande técnico). No ataque, o bugre tinha Evair e João Paulo. Este jogo marcou pelo grande nível técnico que apresentou as equipes. 

Careca se tornou um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro
Simplesmente, Careca detonou neste Campeonato Brasileiro, chegando a artilharia com 25 gols. Mais tarde ele deixaria o Brasil rumo ao Nápoli da Itália, assim como aconteceu com vários craques do nosso futebol. Além de ser o goleador do campeonato, Careca levou a Bola de Ouro, como o melhor jogador. 

O ano para o futebol estava começando em grande estilo. Eu até pensei em mudar de time, mas não tinha mais jeito, já estava casado com Esporte Clube Novo Hamburgo e jurei amor ao clube que jogava quando garoto e até hoje sou Anilado. 

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