sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A vida, o futebol e o jornalismo esportivo!

Este time era muito bom. Adilson, Zetti, Ronaldão, Vitor, Pintado, Ronaldo Luis e Cerezo; Müller, Palhinha, Cafu e Raí.
Alô, amigos!

SÃO PAULO X BARCELONA - PARTE III (1988-1994) 

DEZEMBRO DE 1992

Quando um time brasileiro chega à uma grande final como essa em Tóquio dá vontade de chorar de alegria. Era a final do Mundial Interclubes. E lá estava um time brasileiro entre os melhores do Mundo. E na verdade, aquela equipe do São Paulo era muito boa, sob o comando do mestre Telê Santana.  

O Barcelona, um dos maiores clubes da Europa e um dos maiores do mundo, sem dúvida não iria deixar escapar uma oportunidade como essa, de conquistar um título Mundial. E por isso, contava na sua equipe com grandes jogadores, como o goleiro Zubizarreta; os zagueiros Koeman e Guardiola; o meia Laudrup e o atacante búlgaro Stoichkov. Mas o São Paulo também era um grande time, como eu já disse. Com um goleiro experiente como Zetti; um volante como Toninho Cerezo; um meia como Raí e um atacante como Müller, e mais o jovem Cafú surgindo para o futebol Mundial. 

"Este ano foi marcante também para mim. Foi a minha primeira experiência em rádio. Cresci ouvindo rádio. Cresci ouvindo música. Cresci ouvindo transmissão de futebol pelo rádio! Nesta época, com 20 anos, curtia muito rock. Foi quando a Rádio Laser 99.9 FM de Novo Hamburgo, abriu espaço para que novos talentos pudessem tentar a sorte na profissão. Eu estava super motivado. No dia do teste, me deparei com uma fila enorme em frente a emissora. Eram mais de cem pessoas. Quando chegou a minha vez, e isso já era quase noite, disseram que os que haviam sobrado não iriam fazer teste de voz. Fiquei muito triste. Mas tem aquele velho ditado chinês que diz o seguinte: pode ser sorte ou pode ser azar, depende do que vem depois. Hoje, penso que foi sorte" 
Raí fez uma partida extraordinária neste dia diante do forte Barcelona

Raí estava em grande fase nessa época. A sua técnica e a qualidade de bater na bola deixava os adversários com uma pulga atrás da orelha. Ele poderia definir uma partida a qualquer momento com um toque ou um lançamento genial. Além disso, a cobrança da falta também era uma arma letal. E foi de falta que Raí deu o título do Mundial Interclubes para o São Paulo, fazendo 2 a 1. Por um momento eu fiquei feliz novamente com o futebol. Não chorei, não fiquei muito emocionado, apenas sorri, apenas isso. 

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