sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A vida, o futebol e o jornalismo esportivo!

Dener (7) era destaque deste Grêmio vice campeão da Copa do Brasil de 1993
Alô, amigos!

CRUZEIRO X GRÊMIO - PARTE III (1988-1994) 

JUNHO DE 1993

Havia tomado um rumo na minha vida. Estava disposto a completar o segundo grau e buscar um novo emprego, um emprego que me desse satisfação. Apesar do pouco conhecimento de como se trabalhar em rádio, estava completamente apaixonado por este veículo da comunicação. Nessa época, escutava emissoras de FM. Lembro que quando falava que gostaria de ser locutor, muitos riam da minha cara. 

"O amor pelo futebol havia acabado nesse momento. Até porque, o futebol me proporcionou poucas alegrias durante todo este tempo. Mesmo assim, ainda tinha vontade de sentar em frente a uma televisão para torcer pelo meu time ou pela seleção brasileira. Eu tinha uma outra paixão, e ela se chamava rádio. Desde a Copa do Mundo da Itália em 1990 que estava um pouco mais distante do futebol. Dificilmente entrava em um estádio para torcer. No entanto, pensava dia e noite em lances sensacionais que somente o futebol proporciona. O lance genial de um jogador. O toque rápido de um craque. O drible, enfim, o gol"

Sonhava dia e noite em ser um profissional do rádio
No primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 1993, no Olímpico, Grêmio e Cruzeiro empataram em zero a zero. Uma decepção para mim. Neste jogo acabei não indo ao estádio. A decisão então, passou para o Mineirão, em Belo Horizonte. E lá, seria muito difícil o tricolor passar pela raposa. Com mais de 70 mil pessoas a seu favor, o Cruzeiro saiu na frente. O Grêmio empatou com um gol de Pingo, que hoje está na Calçada da Fama do Olímpico. Mas a desgraça veio em seguida. O frango do goleiro gremista Eduardo Heuser decretou a vitória e o título para o Cruzeiro. 

Mais uma vez o Grêmio estava sucumbido a sua sina. Uma sina de derrotas. E todos se perguntavam: quando essa tempestade iria passar? E depois de tanto sacrifício para recuperar o amor perdido pelo futebol, mais uma vez, estava disposto a terminar tudo. Afinal, a cada jogo que passava, este romance com o futebol me transformava em mar de lágrimas.

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