sexta-feira, 3 de março de 2017

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo! Sou campeão do mundo!

Dunga levantou a Copa de 94, calou meio mundo. Comemorei muito esta conquista
Alô, amigos!

BRASIL X ITÁLIA - PARTE III (1988-1994) 

JULHO DE 1994

Estamos frente a frente. Desta vez, vocês não escaparão das nossas garras mortais. Vamos derrotar esta esquadra de qualquer maneira. Não importa como. Se ela atacar por cima, nós colocaremos o Márcio Santos. Se atacar por baixo, temos o capitão Dunga. E se eles por acaso atacar pelos lados, lá estarão Jorginho e Branco. E mais: com certeza nós não vamos ficar o tempo todo se defendendo e tentando acertar o erro de doze anos na Espanha. Vamos atacar, sim senhor, vamos atacar! Romário e Bebeto estarão na linha de frente do combate mais esperado deste século. Agora era a nossa vez de brincar der ser campeão do Mundo.

"Nem o espírito de Paolo Rossi seria capaz de livrar a Itália. Era final de Copa do Mundo. Eu estava grávido de tanta alegria, não conseguia me conter de tanta felicidade. Antes do almoço, passei a manhã estudando para o vestibular que faria no dia seguinte. Confesso que não prestei atenção em nada que eu li. Durante a tarde, fiquei o tempo todo com os ouvidos grudados no rádio. Pela segunda vez Brasil e Itália estariam disputando a final de uma Copa do Mundo. Tinha sido assim 24 anos antes no México, quando nós fomos tri. Mas o que nós queríamos mesmo era vingança de 1982. Era o jogo que estava na cabeça de todos os brasileiros. Aquela tragédia do Sarriá. Mas, o jogo não saiu no 0 a 0, tanto no tempo normal quanto na prorrogação. Fim de jogo. Rezei como nunca"

Os campeões mundiais: Taffarel, Jorginho, Aldair, Mauro Silva, Márcio Santos e Branco;
Mazinho, Romário, Dunga, Bebeto e Zinho. 
Ajoelhado em frente a tevê eu torcia. Baresi bateu o primeiro e perdeu. Márcio Santos bateu o primeiro e perdeu. Depois disso, todos converteram, até a quarta cobrança, quando Taffarel defendeu o chute de Massaro. O capitão Dunga bateu e fez. “Todos no gol junto com Taffarel. Vai bater Baggio, vai correr Baggio. Partiu Baggio, bateuuuu, acabouuuuu, acabouuuu, é tetraaaaa, é tetraaaa”. Era o que gritava, de maneira emocionada o narrador Galvão Bueno. O Brasil, finalmente era campeão do Mundo. E eu finalmente estava realizando o meu sonho. 

Depois de abraçar todo mundo na minha casa e chorar feito uma criança, fui para o centro comemorar. No outro dia fiz o teste vestibular com a cabeça rodando, mas o que importa é que o Brasil era campeão do Mundo. Acabei passando no vestibular para Jornalismo na Universidade do Vale do Rio dos Sinos. A felicidade tomou conta de mim. Prometi nunca mais largar esta paixão pelo futebol. 

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