sexta-feira, 10 de março de 2017

A vida, o futebol e o jornalismo esportivo!

Era o Grêmio do Felipão que iniciava uma grande trajetória
Alô, amigos!

GRÊMIO X CEARÁ - PARTE III (1988-1994) 

AGOSTO DE 1994

Depois da conquista do tetra campeonato do mundo, nada mais era importante no futebol, principalmente para mim. Errado. O Grêmio estava na final de uma Copa do Brasil, e isso valia a disputa de mais uma Libertadores da América. Foi um ano bastante emocionante, até porque, além do título do mundial, eu já estava estudando para ser jornalista. Queria exatamente me especializar no jornalismo esportivo. Foi o futebol que me fez escolher o jornalismo como profissão. 

"Foram os 90 minutos de paixão pelo futebol que me fez repórter esportivo. Nesse mesmo ano, tive as minhas primeiras experiências no setor. Na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, participei de um curso de radiojornalismo esportivo. Os professores foram o Nando Gross, hoje diretor da Rádio Guaiba e Flávio Dutra, que foi diretor de esportes da RBS. Com eles, aprendi e muito. Dessa turma de curso, surgiram mais colegas que se tornaram grandes profissionais, como o Cristiano Guerra, que foi colega de Rádio Pampa; Ernani Campelo, o Montanha, que por muitos anos empunhou o microfone da Rádio Guaíba e o Rodrigo Koch, ex-coordenador de esportes da Guaíba" 

O Grêmio estava se tornando especialista na Copa do Brasil. Afinal, em seis edições do evento, faturou duas (1989 e 1994) e chegou duas vezes ao vice-campeonato (1991 e 1993). Mesmo o Brasil sendo tetra campeão do Mundo, a crise financeira tomou conta dos clubes brasileiros. Por isso, o tricolor gaúcho resolveu mesclar a juventude com a experiência. No time gremista, estavam sendo lançados pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o goleiro Danrlei, o lateral Roger e os meias Emerson e Carlos Miguel.  

Com quase 50 mil pessoas no estádio, o Grêmio foi arrasador e logo aos 3 minutos de jogo conseguiu o gol, de cabeça do centroavante Nildo. Quase ao final do ano, apareci na Rádio Progresso 900 AM (hoje Rádio ABC) em Novo Hamburgo, e de tanto encher o saco, o então comentarista Geraldo Haubert, deixou eu ler no ar algumas notícias sobre futebol. Ali foi o começo.

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