sexta-feira, 17 de março de 2017

A vida, o futebol e o jornalismo esportivo!

Esta foto, ilustra o começo da minha vida profissional no rádio (à direita) em meados dos anos 90
PARTE IV
(1995-1998)

Alô, amigos!

TAQUARIENSE X NOVO HAMBURGO - PARTE IV (1995-1998) 

MAIO DE 1995

O meu curso de jornalismo na universidade estava em pleno andamento, e eu a cada dia que passava ficava apaixonado pela profissão. Ainda mais depois do curso de radiojornalismo esportivo que participei. Tive a oportunidade de fazer, mesmo que tenha sido apenas um tempo, o trabalho de repórter, com depoimento de linha de fundo. Foi um jogo do Campeonato Brasileiro, no Estádio Beira-Rio, entre Inter e Botafogo, em 1994. Havia pedido demissão da loja onde trabalhava. Queria me dedicar ao jornalismo esportivo. Já participava de vez em quando dos programas da Rádio Progresso, com Geraldo Haubert e Marcos Couto. 

"O futebol estava presente em todos os momentos da minha vida, a partir de sempre. Por isso, larguei a empresa de confecção onde trabalhava para ser repórter. O meu primeiro emprego foi na Rádio ABC 1470, em Campo Bom, em fevereiro deste mesmo ano, como produtor e eventualmente repórter. Tive algumas decepções, e acabei sendo demitido após um mês de testes. Foram longos dias de depressão, onde eu ficava trancafiado dentro do meu quarto. Mas a paixão pelo futebol e pelo rádio, é que me fez retornar para o mundo da realidade. O que eu queria na verdade era apenas mostrar o meu trabalho. Fui à luta, e voltei a pedir uma chance na Rádio Progresso (hoje Rádio ABC 900 AM)"

De tanto encher o saco do gerente desta rádio, o Leônidas , e também do narrador Marcos Couto, recebi a oportunidade de estar em uma jornada esportiva. Num domingo, dia das Mães, eu seria o plantão esportivo. Aquele que diz: “Tem gol”. E o narrador: “Gol aonde, Eduardo Pires?” No entanto, a oportunidade bateu na minha porta. É que o repórter, que eu não lembro quem, ficou doente e não poderia estar em Taquari para o transmissão do jogo pela Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, entre Taquariense e Novo Hamburgo. 

– EDUARDO PIRES, TU VAI SER O NOSSO REPÓRTER! - , disse o Marcos Couto. O pavor e ao mesmo tempo a alegria tomou conta de mim. Era a minha grande chance e imediatamente aceitei a proposta.  E lá fui eu. Não lembro do resultado do jogo, mas sei que começamos a transmissão uma hora e meia antes da bola rolar. Eu, finalmente estava no ar, para alegria da minha família. A minha vida a partir deste jogo estava mudando. 

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