sexta-feira, 31 de março de 2017

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo! O bi da América!

Capitão América, Adilson, ergue a taça da Libertadores junto com o presidente da época, Fábio Koff. Foto: José Doval
PARTE IV
(1995-1998)

Alô, amigos!

ATLÉTICO NACIONAL X GRÊMIO - PARTE IV (1995-1998) 

AGOSTO DE 1995

Agora era verdade. Desta vez não era sonho não! Não era brincadeira. Tudo que acabava de acontecer, era verdadeiramente verdade. Tudo o que eu assistia era real como um sol que desaparece ao entardecer do dia no Guaíba. Era como se fosse a primeira vez que o Grêmio chegava a este título inédito. Nem parecia que em 1983 o tricolor já havia conquistado a América de Colombo. Exatos doze anos depois o Grêmio levantava a Libertadores da América. E eu já estava com 22 anos, bem diferente daquele guri que em 1983, vibrava com o título. 

"No começo do ano quando estes jogadores que conquistaram a Libertadores foram contratados pela direção sob o comando do presidente Fábio Koff (ele também foi campeão em 83) muitos o criticaram. Mas ele sabia exatamente o que estava fazendo. Quem apostaria nos paraguaios Arce e Rivarola? Quem diria que o zagueiro Adilson poderia dar certo? Quanto a Dinho e Luis Carlos Goiano, que eram dois renegados do São Paulo. E mais: quem eram Paulo Nunes e Jardel? Eles não passavam de reservas em seus clubes, Flamengo e Vasco respectivamente. Às vezes eu até lembrava deste time escutando Going To California , do Led Zeppelin" 

No primeiro confronto com os colombianos do Atlético Nacional de Medelín no estádio Olímpico, o Grêmio venceu pelo placar de 3 a 1 e poderia perder na Colômbia até por um a zero. A minha casa no dia deste jogo em Medelín era uma pilha de nervos. O jogo começa e as unhas dos dedos acabam. Era início de jogo e não é que o time do goleiro espalhafatoso Higuita sai frente no placar com um gol de Aristizábal, que mais tarde jogaria no São Paulo. Mesmo assim, este resultado ainda dava o título ao Grêmio. 

Mas era um placar que deixava a maioria dos gremistas em estado de decomposição. Afinal de contas, mais um gol do Nacional levaria a decisão para os pênaltis. Malditos pênaltis, eu não queria nem imaginar. A pressão era enorme naquela panela. Graças a Deus o primeiro tempo terminou apenas um a zero para eles. O segundo tempo foi um sofrimento só. Eu corria de um lado para o outro. Veio o pênalti para o Grêmio aos 40 minutos. Dinho cobrou e fez. O Grêmio era verdadeiramente o campeão da América, mais uma vez. Era só festejar, agora. 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...