sexta-feira, 26 de maio de 2017

O futebol, a vida e o jornalismo esportivo! De novo, a França no caminho!

Ronaldo não estava bem de saúde na final da Copa de 1998 e mesmo assim Zagalo escalou o jogador

PARTE IV
(1995-1998)

Alô, amigos!

BRASIL X FRANÇA - PARTE IV (1995-1998) 

JULHO DE 1998

A França sempre esteve no nosso caminho. Seja em Copa do Mundo, como no México quando fomos eliminados nos pênaltis. Ou em Olimpíada, como em Los Angeles, quando perdemos a medalha de ouro. Seria agora a nossa vez de ganhar? Não, não era agora que nós venceríamos a França de Napoleão. No dia da decisão aconteceu tudo errado. Quando acordei, a primeira coisa que me venho a cabeça foi o Brasil perdendo para França. Eu estava com um sentimento estranho. Acompanhava atentamente todas as informações através das emissoras de rádio. Eu girava o botão de um lado para outro no dial.

"Este jogo também marcou uma das maiores barrigas da imprensa mundial. Por quê nenhum jornalista sabia o que estava acontecendo com o Fenômeno. Até uma hora antes da decisão, Ronaldo estava escalado. Há duas horas do jogo, na preleção, Zagalo anunciou que o craque não jogaria. Edmundo seria o seu substituto. Mas até aí, ninguém informou. RONALDO-ESTÁ-FORA-DO-JOGO. O meu pessimismo havia tomado corpo. Entretanto, o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ordenou o técnico a escalar o Ronaldo. Então, ele foi para o jogo" 

Durante o jogo, a nossa defesa foi um fracasso. Júnior Baiano falhou demais, voltou a ser o velho Júnior Baiano. A jogada do escanteio que gerou o segundo gol de Zidane nasceu de uma atrapalhada do zagueiro. Roberto Carlos também errou. Numa jogada boba no setor de defesa, o lateral brasileiro resolveu tirar uma bola de bicicleta, que acabou se transformando em escanteio. Do escanteio surgiu o primeiro gol da França, com Zidane. Aliás, ele assim como Platini em 1986, foi o grande vilão do Brasil. A França goleou o Brasil na final da Copa por 3 a 0. E como doeu acreditar que nós poderíamos ser penta. Como doeu ouvir aquela canção do Queen, World the Champion. E como doeu ver o capitão francês Deschamps levantar a taça. 

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